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O papel da Comunicação na modelagem de negócios

A Comunicação, junto com a área de Finanças, tem um papel fundamental na modelagem de um negócio, uma vez que o empreendedor precisa ter três conversas muito importantes antes de por a ideia no mercado, e continuar tendo depois que conseguir entrar no mercado, para que consiga competitividade.

Falando com a sua marca

O maior problema que um empreendedor tem que superar é a falta de fit (ou identificação) do seu produto ou serviço com o mercado. Oferecer algo que não atende às necessidades ou direcionar ao público errado pode ser fatal para uma startup ou qualquer outro negócio que recém saído do nascedouro! Aqui temos a primeira conversa... o empreendedor precisa falar com a sua marca! Precisa descobrir quatro pontos, qual o seu valor proposto, o seu diferencial, os problemas que pode resolver e como resolvê-los. O valor proposto é o que ele traz com seu serviço/produto que irá agregar algo mais para o seu cliente. É  algo que o torna especial e presente na cabeça do cliente e que o fará ser lembrado no futuro. É como diz a frase... "As pessoas esquecem o que você diz, escreve ou faz... no entanto, o que as fez sentir fica para sempre". A partir daí é necessário saber o que permitirá à sua marca causar essa experiência do cliente, é preciso saber qual o seu diferencial, o que você diferente ou melhor do que a concorrência, a ponto do cliente optar por você sem pestanejar! São suas habilidades, experiências, conhecimento, comunicação interpessoal etc. Se você sabe que é capaz de gerar um valor agregado, por meio de habilidades e competências peculiares, que te destacam da concorrência, é hora de pensar em que tipo de problemas a sua marca pode ajudar os seus potenciais clientes, através dos seus serviços e produtos. Faça uma lista... escute o que a sua marca tem a dizer sobre isso para que possa ser levado ao mercado! Por fim, analise como o seu produto/serviço pode resolver esses problemas levantados, a partir de seus pontos fortes, que geram o seu diferencial competitivo, e atender seus clientes oferecendo uma experiência realmente bacana, que agregue um valor ao que foi contratado! Que tipo de soluções você tem na manga para que isso aconteça? Quais características o seu serviço/produto, oferece para o cliente sanar as dores que está sentindo? Essa conversa direcionará toda a modelagem do negócio, impactando nas outras duas conversa, a com o processo e a com o cliente.

Falando com o seu processo

A conversa com o processo é um momento de estruturação, de tirar a ideia do papel! Aqui é o momento do empreendedor definir quais os seus parceiros-chaves (aqueles que darão suporte de algum tipo ao produto/serviço que será entregue), quais as atividades que precisarão ser cumpridas para que o cliente recebe o que foi contratado, os recursos que serão necessários para que tudo seja produzido e realizado durante a execução das atividades. Aqui há uma conversa com o outro pilar da modelagem do negócio, a gestão financeira. É aqui que a marca tem uma conversa séria sobre a grana necessária para que tudo se torne viável, como os custos do processo e os custos administrativos. Neste ponto, é importante que a conversa com a marca tenha sido clara e efetiva, afinal dará o direcionamento para o processo, e ruídos podem causar desperdícios que impactarão na saúde do negócio, o segundo maior vilão da sobrevivências das startups!

Falando com o seu cliente

Depois de conversar com a marca e com seu processo, incluindo aqui a gestão financeira, o empreendedor precisa ter uma conversa com o seu mercado para entender quem são os seus clientes e como se relacionará com eles! Entender quem são as pessoas ou empresas que utilizarão o seu serviço/produto é o começo da conversa. É preciso ter em mente que não se pode atender "todo mundo", tem que ver quem se beneficiará com as suas soluções. Depois de definido o range do público-alvo, segmentar é o próximo passo para que se possa entender quais soluções atenderá determinadas parcelas/segmentação dos potenciais clientes. E como se dará o relacionamento com os clientes? Ofertando conteúdo? Suporte técnico? Contato por redes sociais? Como o produto ou serviço será entregue? As possibilidades tendem ao infinito, porém é preciso que estejam em harmonia com o que a sua marca se propôs a entregar como valor agregado e seu diferencial. Assim como os canais em que essa interação acontecerá com os clientes. Esses três momentos de conversa devem acontecer dentro de uma harmonia de Comunicação, que leve a um conhecimento mais profundo e efetivo da marca, e que conduzirá a modelagem do negócio. No entanto é preciso se atentar ao pano de fundo de todo esse processo de estruturação, a Cultura que será empregada na marca. Os valores, crenças, visão e missão que definirão a identidade e a imagem de uma marca nasce direto do(s) seu(s) fundador(es), por meio de seus sonhos. Não se pode negligenciar isso durante as conversas que foram mencionadas aqui, afinal ela são o guia para essa Cultura seja percebida pelo mercado, por investidores e por futuros empregados! Fica aqui uma dica (ou recomendação, se preferir) para quem está modelando o negócio de sua startup, faça mentoria com pessoas que possam te orientar nessa direção e cuide da sua Comunicação, desde o começo da ideia. A Comunicação, quando aplicada ainda na modelagem, impactará na sua estratégia de marketing/vendas, no pós-vendas e no atendimento ao cliente, no planejamento e organização das pessoas do seu time, e na construção da imagem e da reputação da marca. Como está a Comunicação dentro da sua marca? Precisa de uma mão? Quer conversar? Fique a vontade, será um prazer ajudar! ;D

Cinco pontos para tornar um conteúdo relevante

Criar um conteúdo bacana e que seja relevante para quem foi planejado não é uma tarefa tão complicada, mas requer uma certa atenção para que chegue algo realmente de qualidade até o público desejado. Para dar a você aquela mãozinha amiga, separei cinco pontos que considero bastante importante em uma produção de conteúdo. Vamos lá?

1- Conhecimento da audiência

Conhecer para quem se escreve é o primeiro passo. Entender as necessidades da audiência, suas dores e como se comporta em relação ao consumo de informação é fundamental. Ter métricas que monitorem como o conteúdo que você está produzindo é consumido traz insights importantes, portanto, saber onde buscar esses dados se torna uma missão preciosa. Ficar de olho nos indicadores de suas publicações, sejam elas no seu blog ou nas redes sociais é outro passo importante. Outras formas de conhecer a sua audiência são os trends topics de redes sociais, por exemplo, ou os seus próprios concorrentes, analisando quais tipos de conteúdo que produzem e que chamam a atenção do público que você pretende atrair.

2- Produção de qualidade

Produzir algo com qualidade, com temas que sejam relevantes ao dia a dia de quem irá receber esse conteúdo,´não é umas das tarefas mais fáceis. No entanto, ao ter conhecimento sobre o comportamento da audiência desejada, a missão acaba se tornando mais amena e melhor para ser atingida. Ser criativo na produção do conteúdo e experimentar o impacto depois de publicado traz aprendizados para construir sempre algo mais atraente na próxima investida. Outra coisa bacana para se levar em consideração aqui, é considerar contar histórias que possam ser consumidas em diversos formatos e canais. Por falar em canais, pesquisar qual o canal mais adequado para o seu público é fundamental para que o conteúdo se torne relevante. Qual canal tem um melhor poder de alcance para chegar até o seu público? Qual o formato que dará mais certo para cada canal pretendido dentro do seu planejamento de conteúdo? Qual a linguagem adequada para cada canal? E por falar em linguagem…

3- Linguagem nativa

Saber que cada canal possui uma linguagem nativa, que conversa melhor com as pessoas que você deseja que consuma o seu conteúdo, é algo imprescindível dentro do seu planejamento e da sua estratégia de produção conteúdo. Entender que nem todo formato de conteúdo será bem aceito na plataforma que você escolheu pode fazer toda a diferença entre flopar e bombar, ou como diriam os mais conservadores, entre falhar e ter sucesso. Só para exemplificar, o Facebook, por exemplo, possui uma linguagem nativa focada em uma Comunicação B2C (Business to Consumer), traduzindo, focada em falar com o consumidor. Por outro lado, o LinkedIn tem uma linguagem nativa voltada para o B2B (Business to Business), traduzindo, focada em uma Comunicação entre empresas ou profissionais. Neste exemplo, é possível entender que no Facebook a linguagem nativa é mais solta, podendo ser informal, já que você fala com pessoas que procuram consumir algo bacana e relevante para eles, são seus consumidores finais e diretos. Por outro lado, no LinkedIn existe a necessidade de uma linguagem um pouco mais controlada, sóbria, já que aqui falamos de empresas que procuram por conteúdo para seus profissionais, ou mesmo profissionais com o objetivo de enriquecer seu desenvolvimento profissional. Entender em qual nicho se encontra o seu público faz toda a diferença e define a direção da sua estratégia e do seu planejamento de conteúdo, não só nas duas plataformas como em tantas outras disponíveis.

4- Visão editorial

A visão editorial define como se comportará o seu planejamento de conteúdo como um todo. É preciso ter uma visão sistêmica de todo esse processo de produção conteúdo. Quais os pontos fortes e as vulnerabilidades dos canais que você escolheu para distribuir o seu conteúdo? Quais ameaças e oportunidades eles permitem que você trabalhe dentro da sua estratégia de produção de conteúdo? Saber responder essas perguntas definirão o sucesso do planejamento, bem como ter estruturado como será feita a nutrição deste tipo de conteúdo. Por nutrição é preciso entender como serão pensados os temas entregues neste conteúdo. Planejar quem produzirá e como será feito isso impacta diretamente na qualidade do que será entregue. Fazer algo com um prazo que não pode ser cumprido implica na criação de um conteúdo apressado, com qualidade questionável e, por vezes, superficial ou generalista demais. Por outro, muito tempo de intervalo, dourando demais o conteúdo, pode prejudicar demais a sua relevância, já que a atenção e a expectativa de quem se propõe a consumir acaba esfriando. Ter uma visão editorial adequada é entender como será a melhor forma de produzir esse conteúdo, levando em conta variáveis que podem impactar no resultado final.

5- Distribuição acertada

Novamente a analise dos canais de distribuição tem um papel importante aqui. Ter uma distribuição acertada significa entregar algo que a pessoa consiga consumir dentro da plataforma que você se propôs entregar. Por exemplo, entregar algo em mobile que o consumidor precisaria de uma conexão WI-FI mais robusto atrapalha a experiência de consumo deste conteúdo, caso a pessoa disponha apenas de uma web móvel, com uma acessibilidade limitada. A expectativa pelo consumo cede lugar para uma frustração perigosa. Pensar em novas formas de entregar, buscando possibilidades de Growth Hacking, aquela metodologia usada para potencializar um crescimento rápido e sustentável, para oferecer novas experiências para as pessoas em relação ao conteúdo produzido é importante para desenvolver um relacionamento cada vez mais acertado com o seu público, entendendo suas necessidades, sua linguagem e seu comportamento. Busquei resumir rapidamente por aqui, alguns pontos que considero importantes para a produção de um conteúdo relevante, e espero que tenha ajudado na geração de alguns insights para você. Agora, gostaria de saber, como você produz conteúdo relevante? Tem alguns hacks que você usa e que trazem um resultado bacana? Compartilha conosco e vamos aumentar esta lista!

Copa do Mundo de Futebol – Uma lição de estratégia e posicionamento de mercado

A Copa do Mundo de futebol é um fenômeno cultural interessante, você já parou para pensar nisso? Com tantas pessoas espalhadas pelo mundo, com culturas e realidades sócio-econômicas diferentes, uma entidade como a FIFA, consegue mobilizar uma boa parte destas pessoas a movimentar um mercado milionário de consumo, dentro de um mesmo foco. Os vários nichos se desenrolam em uma cascata a partir do produto principal: o futebol. Um fenômeno que quase faz o mundo parar em intervalos de 45 minutos, com repercussões a posteriore. O fenômeno é democrático em relação ao consumo. Você pode comprar a camisa da seleção do seu país em uma loja de produtos oficiais ou no camelô mais próximo. A camisa pode ainda variar em estilo e estampas, pode até não ser do país em que você nasceu! Você pode ir com os amigos para um barzinho, assar um churrasco ou comer guloseimas das mais diversas no conforto do seu lar. Quem liga? O que vale é torcer pela sua seleção. A Copa do Mundo é um fenômeno que fortalece ídolos populares, como gladiadores em uma arena onde só “sobrevive” o mais forte, ou no caso o mais habilidoso. As pessoas torcem por eles, sofrem e discutem sobre eles. Crianças brincam sonhando ser como eles, seja na quadra de um clube ou no terreno de terra. Esse fenômeno dá asas a sonhos. E aí vem mais oportunidades de consumo, independente de credo, raça ou sexo, basta ter uma boa visão de mercado para aproveitá-las. Basta olhar para a Editora Panini e seu álbum de figurinhas, uma febre que contagia crianças, adolescentes e adultos, homens e mulheres. Foi o tempo que colecionar álbum de figurinhas de futebol tinha um cunho masculino. As meninas chegaram, e chegaram com tudo neste mercado. Bancas disputam fregueses com revistarias na venda dos cromos adesivos, como diriam os mais enjoados. E os centros de troca de figurinhas, então? Está difícil tirar as figurinhas faltantes para completar o álbum? É só ir até um destes grupos e trocar as suas figurinhas repetidas. O fenômeno traz à tona a antiga prática da barganha. Falta aquela figurinha cromada? Que tal trocar por três daquela seleção que ninguém dá muita bola? Você pode ostentar a sua coleção mostrando seu álbum de capa dura para os seus colegas com a versão capa cartonada, que cria orelha e vai rasgando na lombada de tanto que é manuseada. É um consumismo que surge com uma força gigantesca com a aproximação deste evento esportivo e esvai com a mesma intensidade ao seu término. Um fenômeno rico em oportunidades para quem souber trabalhar seu marketing e expor devidamente seu produto, seja oficial ou “genérico”. A força que um evento possui a ponto de criar uma cultura forte e uma imagem quase que inabalável, que atrai até mesmo quem não é normalmente fã de futebol. Fica claro como são bem planejadas as ações de marketing, a escolha dos parceiros e os gatilhos que são disparados para atingir todas as camadas de consumo da sociedade. Um planejamento que contempla uma verdadeira “inclusão” consumista, que claramente estuda as tendências que atingirão melhor o seu target. A Copa do Mundo de futebol é a melhor lição para qualquer marca que deseja conquistar um público fiel e engajado à ela. O que a Copa do Mundo traz de bom para o mercado? Uma série de novas lições de como manter viva uma marca, com imagem forte e atraente, até mesmo em relação aos mais críticos. É a prova de que uma marca mesmo que trabalhada sazonalmente pode movimentar um volume muito grande dentro do mercado em que se propõe atuar. Basta planejar as ações e os parceiros, além de estudar bem o seu target. Se a FIFA consegue conquistar praticamente o mundo de quatro em quatro anos, porque a sua marca não pode conquistar o target desejado dia após dia, melhorando seu posicionamento estratégico no mercado? Creio que vale a reflexão para todos nós, que de alguma forma, somos responsáveis pelo sucesso de uma marca.   /** Publicado originalmente no site Ideias de Marketing

Imagem e reputação… por que isso importa para a sua marca?

Imagem... uma moeda que está cada vez mais relevante para qualquer marca, independente do mercado de atuação. Entender que os seus públicos-alvo interagem o tempo todo com a sua marca e que eles estão dentro e fora da organização faz toda a diferença.
Vivemos em um momento em que potenciais clientes acessam plataformas como o Reclame Aqui, para ver o que uma pessoa, que já consumiu a sua um produto ou um serviço, pensa sobre a marca  A partir desta pesquisa, esses potenciais clientes criarão uma imagem em relação à sua marca, e que terá total impacto em suas futuras decisões de consumo.
A forma como uma marca lida com as objeções de seus clientes é  tão importante quanto a falta reclamações sobre uma marca. Saber se relacionar, ouvir e dar feedback não pode ser um diferencial para uma empresa... precisar ser algo que faz parte do comportamento de uma empresa.
Dá mesma forma, é  preciso estar de olhos abertos com a imagem da marca que as pessoas que trabalham com ela possuem. Os colaboradores de uma empresa são cada vez mais importantes para a formação da imagem da marca no mercado, principalmente se existe a busca para obter a reputação de marca empregadora.
Uma imagem positiva e inspiradora da marca junto aos colaboradores cria os embaixadores da marca. Esses colaboradores atraem potenciais clientes porque, ao se relacionarem diretamente com a marca diariamente se tornam “especialistas” nos produtos e serviços com os quais estão envolvidos. Assim como, quando a intenção não é vender algo, mas atrair talentos, a opinião de quem já está dentro da empresa conta muito.
Candidatos buscam informações sobre aa empresa em que estão em processo de recrutamento. Eles querem saber mais do que os salários e os benefícios. Desejam saber como é o clima organizacional e as oportunidades de crescimento profissional. E a busca agora não é só a partir do colega que conhece um cara, que disse que uma menina contou que um sujeito confidenciou a ela como é trabalhar na empresa. Esses candidatos acessam plataformas como a Lovemondays, que oferecem opiniões, obtidas a partir de entrevistas, um panorama interno de diversas empresas.
Resumindo, se uma empresa ainda não se deu conta da importância da sua imagem, tanto dentro como fora dela, pode ter um problema batendo à sua porta e nem estar sabendo.
/** Originalmente publicado no site Ideia de Marketing