Gerenciar conflitos e empatia… o que uma coisa tem haver com a outra?

Uma habilidade que um bom gestor deve ter é saber gerenciar conflitos, e isso fica mais simples quando ele tem sua empatia bem desenvolvida em relação à sua equipe. Os problemas que podem gerar um conflitos são muitos e a cada dia surgem novos, afinal de contas, cada indivíduo é único e evolui à medida que o mundo ao se redor se modifica.

A má condução de um conflito pode gerar uma desmotivação do colaborador, podendo afetar sua produtividade e até levar à busca por outra empresa que ofereça um ambiente melhor. Por isso, é importante que o gestor consiga fazer uma leitura adequada do ambiente corporativo em que sua equipe está inserida!

É comum falarmos em diversidade nos dias de hoje, mas como a negligência em lidar com isso pode gerar conflitos dentro de uma equipe? Como eu mencionei, cada indivíduo possui características próprias e isso é consequência de suas experiências de vida, tanto pessoal quanto profissional. O que cada um de nós consumimos diariamente está ligado diretamente à nossa cultura, com quem e com o que nos relacionamos, e isso é mutável, principalmente com o passar dos anos.

É importante se perceber que não há um único público dentro de uma organização, mas uma diversidade de públicos internos, com culturas e pensamentos diferentes, com necessidades próprias para se motivarem. Deixar com que se resolvam sozinhos causa um choque e que normalmente vem acompanhado de um conflito que abala o ambiente corporativo. Lidar com tudo isso é complicado e por isso separei três pontos que considero críticos em questão de conflitos dentro de uma organização.

Não tenha funcionários invisíveis!
Esse é um tipo de conflito que não só causa a desmotivação do colaborador e reduz sua produtividade, como também acaba abalando a própria autoestima da pessoa. Quem nunca viu as famosas “panelinhas” que isolam aquela pessoa que não se encaixa dentro do que o grupo pré-determina como padrão para fazer parte? O empregado é isolado e aos poucos suas tentativas frustradas de se socializar acabam prejudicando seu desempenho profissional.

Cabe ao gestor identificar esse tipo de situação e trabalhar para que não ocorra. A equipe deve estar conectada, afinal de contas uma corrente é tão resistente quanto o seu elo mais frágil. Fortalecer todos os elos, desenvolvendo pessoas e gerenciando conflitos é fundamental para a saúde da equipe.

Evite o choque de gerações!
O choque entre as gerações sempre existiu, mas com a transição em que os modelos de gestão das empresas estão passando para algo mais orgânico, acabou deixando isso mais acentuado. Os jovens que chegam ao mercado de trabalho possuem uma bagagem cultura e profissional diferente dos profissionais e dos gestores que já estão na empresa. O jeito de ver as coisas causa um choque que pode levar ao conflito e, consequentemente à desmotivação.

Não tem como resolver problemas com as mesmas soluções e esperar novos resultados, como já dizia o velho Einstein. A inovação não está só nos produtos que chegam aos consumidores, ela deve estar em como se faz a nova gestão, mais orgânica e realmente focando em pessoas.

Os jovens realmente não conhecem e tão pouco tem experiência para lidar com a pegada que os profissionais que já estão no mercado enfrentam. No entanto, essa “molecada” tem uma nova visão, um novo jeito de lidar com os problemas antigos, então porque não dar uma chance justa? O gestor deve estar preparado para que isso aconteça, falando a mesma língua.

Fale a mesma língua!
Empatia, saber ouvir, dar voz aos colaboradores, criar relacionamentos, trabalhar o endomarketing e por aí vai. Esses são tópicos cada vez mais em alta entre profissionais de RH e de desenvolvimento de pessoas, mas nada disso funcionará se o gestor não falar a mesma língua de seu colaboradores. Nesse aspecto ele tem que se tornar um novo tipo de poliglota! A diferença é que agora ele não aprenderá idiomas diferentes, mas leitura de comportamentos diferentes… ele tem que lidar com a diversidade.

Para uma mensagem chegar até os colaboradores não basta comprar uma ferramenta ou plataforma super tecnológica e da moda. É preciso entender que cada receptor necessita de um canal certo para receber essa mensagem com um mínimo de ruído. O planejamento de comunicação deve levar isso consideração antes de disparar campanhas ou comunicados. Uma pessoa na linha de operações será impactada por uma mídia online na velocidade desejada? Ela tem acesso à essa tecnologia da maneira como deveria para receber essa mensagem? De repente funciona o bom e velho jornal-mural, que pode ser visto por todos nos horários de troca de turno ou de refeições.

Uma Comunicação falha pode gerar conflitos em relação à estratégia da empresa, causando atrasos, retrabalhos e um clima organizacional ruim. Trabalhar a comunicação administrativa de maneira adequada também é uma forma de gerenciar conflitos. Para entender como a comunicação administrativa está e como deve ser é preciso empatia, entender necessidades, se por no lugar de cada pessoa na equipe. Não dá para ser um planejamento generalista.

Em resumo, em qualquer um dos três casos, a melhor maneira de se gerenciar o conflito é usar a empatia para entender o quadro que se desenha com a integração e diversidade dentro da empresa.

 

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