O papel da Comunicação na modelagem de negócios

A Comunicação, junto com a área de Finanças, tem um papel fundamental na modelagem de um negócio, uma vez que o empreendedor precisa ter três conversas muito importantes antes de por a ideia no mercado, e continuar tendo depois que conseguir entrar no mercado, para que consiga competitividade.

Falando com a sua marca

O maior problema que um empreendedor tem que superar é a falta de fit (ou identificação) do seu produto ou serviço com o mercado. Oferecer algo que não atende às necessidades ou direcionar ao público errado pode ser fatal para uma startup ou qualquer outro negócio que recém saído do nascedouro! Aqui temos a primeira conversa... o empreendedor precisa falar com a sua marca! Precisa descobrir quatro pontos, qual o seu valor proposto, o seu diferencial, os problemas que pode resolver e como resolvê-los. O valor proposto é o que ele traz com seu serviço/produto que irá agregar algo mais para o seu cliente. É  algo que o torna especial e presente na cabeça do cliente e que o fará ser lembrado no futuro. É como diz a frase... "As pessoas esquecem o que você diz, escreve ou faz... no entanto, o que as fez sentir fica para sempre". A partir daí é necessário saber o que permitirá à sua marca causar essa experiência do cliente, é preciso saber qual o seu diferencial, o que você diferente ou melhor do que a concorrência, a ponto do cliente optar por você sem pestanejar! São suas habilidades, experiências, conhecimento, comunicação interpessoal etc. Se você sabe que é capaz de gerar um valor agregado, por meio de habilidades e competências peculiares, que te destacam da concorrência, é hora de pensar em que tipo de problemas a sua marca pode ajudar os seus potenciais clientes, através dos seus serviços e produtos. Faça uma lista... escute o que a sua marca tem a dizer sobre isso para que possa ser levado ao mercado! Por fim, analise como o seu produto/serviço pode resolver esses problemas levantados, a partir de seus pontos fortes, que geram o seu diferencial competitivo, e atender seus clientes oferecendo uma experiência realmente bacana, que agregue um valor ao que foi contratado! Que tipo de soluções você tem na manga para que isso aconteça? Quais características o seu serviço/produto, oferece para o cliente sanar as dores que está sentindo? Essa conversa direcionará toda a modelagem do negócio, impactando nas outras duas conversa, a com o processo e a com o cliente.

Falando com o seu processo

A conversa com o processo é um momento de estruturação, de tirar a ideia do papel! Aqui é o momento do empreendedor definir quais os seus parceiros-chaves (aqueles que darão suporte de algum tipo ao produto/serviço que será entregue), quais as atividades que precisarão ser cumpridas para que o cliente recebe o que foi contratado, os recursos que serão necessários para que tudo seja produzido e realizado durante a execução das atividades. Aqui há uma conversa com o outro pilar da modelagem do negócio, a gestão financeira. É aqui que a marca tem uma conversa séria sobre a grana necessária para que tudo se torne viável, como os custos do processo e os custos administrativos. Neste ponto, é importante que a conversa com a marca tenha sido clara e efetiva, afinal dará o direcionamento para o processo, e ruídos podem causar desperdícios que impactarão na saúde do negócio, o segundo maior vilão da sobrevivências das startups!

Falando com o seu cliente

Depois de conversar com a marca e com seu processo, incluindo aqui a gestão financeira, o empreendedor precisa ter uma conversa com o seu mercado para entender quem são os seus clientes e como se relacionará com eles! Entender quem são as pessoas ou empresas que utilizarão o seu serviço/produto é o começo da conversa. É preciso ter em mente que não se pode atender "todo mundo", tem que ver quem se beneficiará com as suas soluções. Depois de definido o range do público-alvo, segmentar é o próximo passo para que se possa entender quais soluções atenderá determinadas parcelas/segmentação dos potenciais clientes. E como se dará o relacionamento com os clientes? Ofertando conteúdo? Suporte técnico? Contato por redes sociais? Como o produto ou serviço será entregue? As possibilidades tendem ao infinito, porém é preciso que estejam em harmonia com o que a sua marca se propôs a entregar como valor agregado e seu diferencial. Assim como os canais em que essa interação acontecerá com os clientes. Esses três momentos de conversa devem acontecer dentro de uma harmonia de Comunicação, que leve a um conhecimento mais profundo e efetivo da marca, e que conduzirá a modelagem do negócio. No entanto é preciso se atentar ao pano de fundo de todo esse processo de estruturação, a Cultura que será empregada na marca. Os valores, crenças, visão e missão que definirão a identidade e a imagem de uma marca nasce direto do(s) seu(s) fundador(es), por meio de seus sonhos. Não se pode negligenciar isso durante as conversas que foram mencionadas aqui, afinal ela são o guia para essa Cultura seja percebida pelo mercado, por investidores e por futuros empregados! Fica aqui uma dica (ou recomendação, se preferir) para quem está modelando o negócio de sua startup, faça mentoria com pessoas que possam te orientar nessa direção e cuide da sua Comunicação, desde o começo da ideia. A Comunicação, quando aplicada ainda na modelagem, impactará na sua estratégia de marketing/vendas, no pós-vendas e no atendimento ao cliente, no planejamento e organização das pessoas do seu time, e na construção da imagem e da reputação da marca. Como está a Comunicação dentro da sua marca? Precisa de uma mão? Quer conversar? Fique a vontade, será um prazer ajudar! ;D

Cinco pontos para tornar um conteúdo relevante

Criar um conteúdo bacana e que seja relevante para quem foi planejado não é uma tarefa tão complicada, mas requer uma certa atenção para que chegue algo realmente de qualidade até o público desejado. Para dar a você aquela mãozinha amiga, separei cinco pontos que considero bastante importante em uma produção de conteúdo. Vamos lá?

1- Conhecimento da audiência

Conhecer para quem se escreve é o primeiro passo. Entender as necessidades da audiência, suas dores e como se comporta em relação ao consumo de informação é fundamental. Ter métricas que monitorem como o conteúdo que você está produzindo é consumido traz insights importantes, portanto, saber onde buscar esses dados se torna uma missão preciosa. Ficar de olho nos indicadores de suas publicações, sejam elas no seu blog ou nas redes sociais é outro passo importante. Outras formas de conhecer a sua audiência são os trends topics de redes sociais, por exemplo, ou os seus próprios concorrentes, analisando quais tipos de conteúdo que produzem e que chamam a atenção do público que você pretende atrair.

2- Produção de qualidade

Produzir algo com qualidade, com temas que sejam relevantes ao dia a dia de quem irá receber esse conteúdo,´não é umas das tarefas mais fáceis. No entanto, ao ter conhecimento sobre o comportamento da audiência desejada, a missão acaba se tornando mais amena e melhor para ser atingida. Ser criativo na produção do conteúdo e experimentar o impacto depois de publicado traz aprendizados para construir sempre algo mais atraente na próxima investida. Outra coisa bacana para se levar em consideração aqui, é considerar contar histórias que possam ser consumidas em diversos formatos e canais. Por falar em canais, pesquisar qual o canal mais adequado para o seu público é fundamental para que o conteúdo se torne relevante. Qual canal tem um melhor poder de alcance para chegar até o seu público? Qual o formato que dará mais certo para cada canal pretendido dentro do seu planejamento de conteúdo? Qual a linguagem adequada para cada canal? E por falar em linguagem…

3- Linguagem nativa

Saber que cada canal possui uma linguagem nativa, que conversa melhor com as pessoas que você deseja que consuma o seu conteúdo, é algo imprescindível dentro do seu planejamento e da sua estratégia de produção conteúdo. Entender que nem todo formato de conteúdo será bem aceito na plataforma que você escolheu pode fazer toda a diferença entre flopar e bombar, ou como diriam os mais conservadores, entre falhar e ter sucesso. Só para exemplificar, o Facebook, por exemplo, possui uma linguagem nativa focada em uma Comunicação B2C (Business to Consumer), traduzindo, focada em falar com o consumidor. Por outro lado, o LinkedIn tem uma linguagem nativa voltada para o B2B (Business to Business), traduzindo, focada em uma Comunicação entre empresas ou profissionais. Neste exemplo, é possível entender que no Facebook a linguagem nativa é mais solta, podendo ser informal, já que você fala com pessoas que procuram consumir algo bacana e relevante para eles, são seus consumidores finais e diretos. Por outro lado, no LinkedIn existe a necessidade de uma linguagem um pouco mais controlada, sóbria, já que aqui falamos de empresas que procuram por conteúdo para seus profissionais, ou mesmo profissionais com o objetivo de enriquecer seu desenvolvimento profissional. Entender em qual nicho se encontra o seu público faz toda a diferença e define a direção da sua estratégia e do seu planejamento de conteúdo, não só nas duas plataformas como em tantas outras disponíveis.

4- Visão editorial

A visão editorial define como se comportará o seu planejamento de conteúdo como um todo. É preciso ter uma visão sistêmica de todo esse processo de produção conteúdo. Quais os pontos fortes e as vulnerabilidades dos canais que você escolheu para distribuir o seu conteúdo? Quais ameaças e oportunidades eles permitem que você trabalhe dentro da sua estratégia de produção de conteúdo? Saber responder essas perguntas definirão o sucesso do planejamento, bem como ter estruturado como será feita a nutrição deste tipo de conteúdo. Por nutrição é preciso entender como serão pensados os temas entregues neste conteúdo. Planejar quem produzirá e como será feito isso impacta diretamente na qualidade do que será entregue. Fazer algo com um prazo que não pode ser cumprido implica na criação de um conteúdo apressado, com qualidade questionável e, por vezes, superficial ou generalista demais. Por outro, muito tempo de intervalo, dourando demais o conteúdo, pode prejudicar demais a sua relevância, já que a atenção e a expectativa de quem se propõe a consumir acaba esfriando. Ter uma visão editorial adequada é entender como será a melhor forma de produzir esse conteúdo, levando em conta variáveis que podem impactar no resultado final.

5- Distribuição acertada

Novamente a analise dos canais de distribuição tem um papel importante aqui. Ter uma distribuição acertada significa entregar algo que a pessoa consiga consumir dentro da plataforma que você se propôs entregar. Por exemplo, entregar algo em mobile que o consumidor precisaria de uma conexão WI-FI mais robusto atrapalha a experiência de consumo deste conteúdo, caso a pessoa disponha apenas de uma web móvel, com uma acessibilidade limitada. A expectativa pelo consumo cede lugar para uma frustração perigosa. Pensar em novas formas de entregar, buscando possibilidades de Growth Hacking, aquela metodologia usada para potencializar um crescimento rápido e sustentável, para oferecer novas experiências para as pessoas em relação ao conteúdo produzido é importante para desenvolver um relacionamento cada vez mais acertado com o seu público, entendendo suas necessidades, sua linguagem e seu comportamento. Busquei resumir rapidamente por aqui, alguns pontos que considero importantes para a produção de um conteúdo relevante, e espero que tenha ajudado na geração de alguns insights para você. Agora, gostaria de saber, como você produz conteúdo relevante? Tem alguns hacks que você usa e que trazem um resultado bacana? Compartilha conosco e vamos aumentar esta lista!

Copa do Mundo de Futebol – Uma lição de estratégia e posicionamento de mercado

A Copa do Mundo de futebol é um fenômeno cultural interessante, você já parou para pensar nisso? Com tantas pessoas espalhadas pelo mundo, com culturas e realidades sócio-econômicas diferentes, uma entidade como a FIFA, consegue mobilizar uma boa parte destas pessoas a movimentar um mercado milionário de consumo, dentro de um mesmo foco. Os vários nichos se desenrolam em uma cascata a partir do produto principal: o futebol. Um fenômeno que quase faz o mundo parar em intervalos de 45 minutos, com repercussões a posteriore. O fenômeno é democrático em relação ao consumo. Você pode comprar a camisa da seleção do seu país em uma loja de produtos oficiais ou no camelô mais próximo. A camisa pode ainda variar em estilo e estampas, pode até não ser do país em que você nasceu! Você pode ir com os amigos para um barzinho, assar um churrasco ou comer guloseimas das mais diversas no conforto do seu lar. Quem liga? O que vale é torcer pela sua seleção. A Copa do Mundo é um fenômeno que fortalece ídolos populares, como gladiadores em uma arena onde só “sobrevive” o mais forte, ou no caso o mais habilidoso. As pessoas torcem por eles, sofrem e discutem sobre eles. Crianças brincam sonhando ser como eles, seja na quadra de um clube ou no terreno de terra. Esse fenômeno dá asas a sonhos. E aí vem mais oportunidades de consumo, independente de credo, raça ou sexo, basta ter uma boa visão de mercado para aproveitá-las. Basta olhar para a Editora Panini e seu álbum de figurinhas, uma febre que contagia crianças, adolescentes e adultos, homens e mulheres. Foi o tempo que colecionar álbum de figurinhas de futebol tinha um cunho masculino. As meninas chegaram, e chegaram com tudo neste mercado. Bancas disputam fregueses com revistarias na venda dos cromos adesivos, como diriam os mais enjoados. E os centros de troca de figurinhas, então? Está difícil tirar as figurinhas faltantes para completar o álbum? É só ir até um destes grupos e trocar as suas figurinhas repetidas. O fenômeno traz à tona a antiga prática da barganha. Falta aquela figurinha cromada? Que tal trocar por três daquela seleção que ninguém dá muita bola? Você pode ostentar a sua coleção mostrando seu álbum de capa dura para os seus colegas com a versão capa cartonada, que cria orelha e vai rasgando na lombada de tanto que é manuseada. É um consumismo que surge com uma força gigantesca com a aproximação deste evento esportivo e esvai com a mesma intensidade ao seu término. Um fenômeno rico em oportunidades para quem souber trabalhar seu marketing e expor devidamente seu produto, seja oficial ou “genérico”. A força que um evento possui a ponto de criar uma cultura forte e uma imagem quase que inabalável, que atrai até mesmo quem não é normalmente fã de futebol. Fica claro como são bem planejadas as ações de marketing, a escolha dos parceiros e os gatilhos que são disparados para atingir todas as camadas de consumo da sociedade. Um planejamento que contempla uma verdadeira “inclusão” consumista, que claramente estuda as tendências que atingirão melhor o seu target. A Copa do Mundo de futebol é a melhor lição para qualquer marca que deseja conquistar um público fiel e engajado à ela. O que a Copa do Mundo traz de bom para o mercado? Uma série de novas lições de como manter viva uma marca, com imagem forte e atraente, até mesmo em relação aos mais críticos. É a prova de que uma marca mesmo que trabalhada sazonalmente pode movimentar um volume muito grande dentro do mercado em que se propõe atuar. Basta planejar as ações e os parceiros, além de estudar bem o seu target. Se a FIFA consegue conquistar praticamente o mundo de quatro em quatro anos, porque a sua marca não pode conquistar o target desejado dia após dia, melhorando seu posicionamento estratégico no mercado? Creio que vale a reflexão para todos nós, que de alguma forma, somos responsáveis pelo sucesso de uma marca.   /** Publicado originalmente no site Ideias de Marketing

Imagem e reputação… por que isso importa para a sua marca?

Imagem... uma moeda que está cada vez mais relevante para qualquer marca, independente do mercado de atuação. Entender que os seus públicos-alvo interagem o tempo todo com a sua marca e que eles estão dentro e fora da organização faz toda a diferença.
Vivemos em um momento em que potenciais clientes acessam plataformas como o Reclame Aqui, para ver o que uma pessoa, que já consumiu a sua um produto ou um serviço, pensa sobre a marca  A partir desta pesquisa, esses potenciais clientes criarão uma imagem em relação à sua marca, e que terá total impacto em suas futuras decisões de consumo.
A forma como uma marca lida com as objeções de seus clientes é  tão importante quanto a falta reclamações sobre uma marca. Saber se relacionar, ouvir e dar feedback não pode ser um diferencial para uma empresa... precisar ser algo que faz parte do comportamento de uma empresa.
Dá mesma forma, é  preciso estar de olhos abertos com a imagem da marca que as pessoas que trabalham com ela possuem. Os colaboradores de uma empresa são cada vez mais importantes para a formação da imagem da marca no mercado, principalmente se existe a busca para obter a reputação de marca empregadora.
Uma imagem positiva e inspiradora da marca junto aos colaboradores cria os embaixadores da marca. Esses colaboradores atraem potenciais clientes porque, ao se relacionarem diretamente com a marca diariamente se tornam “especialistas” nos produtos e serviços com os quais estão envolvidos. Assim como, quando a intenção não é vender algo, mas atrair talentos, a opinião de quem já está dentro da empresa conta muito.
Candidatos buscam informações sobre aa empresa em que estão em processo de recrutamento. Eles querem saber mais do que os salários e os benefícios. Desejam saber como é o clima organizacional e as oportunidades de crescimento profissional. E a busca agora não é só a partir do colega que conhece um cara, que disse que uma menina contou que um sujeito confidenciou a ela como é trabalhar na empresa. Esses candidatos acessam plataformas como a Lovemondays, que oferecem opiniões, obtidas a partir de entrevistas, um panorama interno de diversas empresas.
Resumindo, se uma empresa ainda não se deu conta da importância da sua imagem, tanto dentro como fora dela, pode ter um problema batendo à sua porta e nem estar sabendo.
/** Originalmente publicado no site Ideia de Marketing

A Comunicação na Gestão de Pessoas

Algo que escuto muito é que os gestores precisam saber se comunicar e se relacionar com suas equipes. Ok, mas o que isso significa exatamente? Ser um líder extrovertido ou aquele amigo de todo mundo, quase um paizão? Eu acredito que saber se comunicar com os colaboradores vai além, bem mais além do que isso. A Gestão de Pessoas precisa, na minha visão, oferecer representatividade, onde a equipe realmente sente que pode contar com seu líder para traduzir suas necessidades, no ambiente de trabalho, para a empresa. Essa confiança se conquista conversando com as pessoas, lendo o ambiente de trabalho e entendendo as necessidades, se comunicando de forma inspiradora. E inspirar não basta apenas entender as necessidades da equipe. O líder precisa oferecer conhecimento, atuando ora como um coach, ora como um mentor, desenvolvendo sua equipe desde a contratação, orientando a carreira de seus liderados durante as avaliações de desempenho e corrigindo a rota com os Planos de Desenvolvimento Individuais, os famosos PDIs. Isso se faz conversando, se relacionando com pessoas. O sucesso desta orientação está ligado à influência que um gestor possui sobre sua equipe. Ele precisa ter em mente que suas atitudes impactam no comportamento de toda a sua equipe. Saber se comunicar assertivamente, oferecendo feedbacks construtivos e possuindo um coachability forte para receber, processar e aprender com feedbacks vindos de seus liderados. Resumindo, um líder não precisa ser extrovertido para conseguir se comunicar com os colaboradores, assim como ser amigão não significa ter empatia. Ele precisa ter a Comunicação, não como uma ferramenta, mas como uma competência, e isso cria uma Gestão Sustentável! Sustentável porque é um modelo de gestão que engaja, através da representatividade, que garante a qualidade e perenidade de seus processos através do conhecimento desenvolvido por seus colaboradores, e um alinhamento de mindset, por meio da polinização da Cultura e dos Valores da empresa, feita por sua influência sobre a equipe. Uma Gestão de Pessoas efetiva precisa se tornar o elo entre empresa e colaboradores, alinhando propósitos e Valores, oferecendo representatividade, conhecimento, influência e sustentabilidade, e isso só acontece se existir uma Comunicação estratégica com os colaboradores.

Viewability… o que isso tem a ver com o engajamento do seu colaborador?

Viewability é um termo bastante usado pela galera de mídia, no mundo digital. Trata-se de uma métrica aplicada a anúncios e que garante que ele foi realmente visualizado pela audiência e não apenas exibido em uma mídia digital, como em um site ou rede social, por exemplo. O viewability ajuda os profissionais responsáveis por comprar espaço em mídias identificarem se a campanha está no caminho certo, termos de posicionamento na página, ou não. Ok, mas você deve estar se perguntando - "e daí, o que isso tem a ver com o engajamento do meu colaborador?" Quantas campanhas são realizadas, com foco em Comunicação com os Colaboradores, e sequer são avaliadas as possibilidades das pessoas realmente verem essas mensagens? Sabe aquele banner mal planejado que acabou ficando meio escondido? Ou aqueles e-mails que nunca foram lidos porque os colaboradores sequer abriram e deletaram de suas caixas de mensagens? Ou ainda, aquela campanha digital supercool que não levou em consideração os colaboradores que não possuem acesso ao digital da empresa? Qual o viewability, pegando o termo emprestado, destas ações? O que deixou de ser comunicado nestes momentos? Quantas pessoas deixaram de ser impactadas? Como isso afeta a imagem da marca em relação aos seus colaboradores? Já parou para pensar nisso? Alguns aspectos são importantes para garantir que a nossa campanha de Comunicação com os Colaboradores tenha um "viewability" bom e que favoreça o engajamento. Conhecer as pessoas Escolher o canal com o alcance adequado Fazer uma distribuição assertiva Conhecer as pessoas com que a empresa precisa se comunicar é importante para entender como elas podem ser impactadas no ambiente de trabalho por uma Comunicação Interna. Assim como ter definido no Plano de Comunicação que tipo de mídia consegue impactar melhor cada grupo de colaboradores, afinal, como impactar alguém na linha de produção, através do whats app, se as pessoas não podem acessar o smartphone por conta de sua atividade, ou através da rede social corporativa, se as pessoas não trabalham perto de um computador? Por fim, colocar esta campanha em lugares estratégicos, de forma que sejam visualizados e que possam impactar os colaboradores com a mensagem é fundamental. Afinal de contas, trata-se de Comunicação e não de design ou decoração (que mesmo assim se comunica e impacta alguém com alguma mensagem). A Comunicação precisa ser pensada em quem irá recebê-la, não apenas na satisfação de quem está enviando. De que adianta criar uma campanha fantástica que ninguém vai ver? A adoção e adaptação do viewability como métrica de Comunicação com os colaboradores pode ser um valioso aliado na correção e no direcionamento da estratégia de Comunicação, tornando os canais de Comunicação mais efetivos e assertivos, bem como as campanhas de engajamento.

Workshop Comunicação com colaboradores – Veja como foi!

Na última sexta-feira, dia 13 de julho, foi realizado o Workshop Comunicação com colaboradores - criando percepção de valor dentro da marca, na Oxigênio Aceleradora, em São Paulo.

Durante as cerca de 4 horas de evento, foi trabalhado um conteúdo focado em Cultura Organizacional, engajamento e comunicação com os colaboradores, com dinâmicas para fazer os participantes porem a mão na massa e sentirem a importância da estratégia de Comunicação no engajamento e alinhamento dos empregados com a Cultura e Valores da organização.

Se liga no conteúdo trabalhado:

  • Cultura e Valores Organizacional
  • Employer Branding e Engajamento
  • Comunicação Estratégica e seus Canais

Olha como foi trabalhado o conteúdo na prática:

  • Utillização do Canva na estratégia de Comunicação
  • Impacto do ruído na Comunicação
  • Planejamento de Comunicação Estratégica e seus Canais
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Se você perdeu o nosso evento, mas ficou interessado em participar, fique de olho na nossa agenda para garantir a sua inscrição no próximo!

Employer branding e a Comunicação com Colaboradores

Se Employer Branding tem a ver com reputação e imagem da empresa, em relação a seus valores e crenças como empregadora, dentro de casa as coisas precisam estar bem alinhadinhas. Já pensou todo aquele desenrolar do processo de seleção e na fase final, o candidato resolve conversar com um amigo de dentro da empresa e descobre que a tal imagem da marca empregadora não é bem assim depois da contratação? Ter uma comunicação efetiva com os colaboradores é importante para manter seus talentos, reduzir taxas de absenteísmo e turnover, e ter um ambiente realmente atrativo para o tal “candidato dos sonhos” para que ele não se fruste. Não dá para vender uma imagem de marca empregadora se não há um ambiente de trabalho que sustente esse rótulo após (ou algumas vezes antes) da contratação. Podemos dizer que uma marca empregadora é a personalidade da empresa, refletindo sua cultura organizacional, sua missão e visão e os seus valores. É o que te faz desejar trabalhar em uma empresa! Por isso ela precisa sempre ser transparente. Não há uma forma mais eficiente de fazer o employer branding de uma empresa brilhar do que colaboradores como embaixadores da marca. Por isso é importante deixar os colaboradores serem protagonistas. Para que isso aconteça é importante instruir, formar, informar, educar e engajar os colaboradores em relação à cultura organizacional. A comunicação precisa evangelizar e ajudar os colaboradores a entenderem as atividades, diferenciais e posicionamento da marca, de uma maneira inspiradora, como uma forma de atrair, manter e engajar as pessoas através do diálogo. Quer ter uma marca empregadora? Faça uma comunicação bem estruturada com seus colaboradores, afinal de contas, a experiência com uma marca precisa começar dentro dela. */ Publicado originalmente no site Ideia de Marketing

A rocha, a esponja e o lápis – O que isso ensina sobre resiliência?

A resiliência pode ser explicada como a capacidade que um profissional possui de resistir às adversidades e reagir diante de uma nova situação. Essa é uma habilidade importante para o dia a dia dentro do ambiente corporativo. Vivemos frequentemente situações que exigem que enfrentemos a pressão, a competitividade, crises e rejeições, de uma forma que possamos absorver esse impacto e lidar com esses eventos de maneira positiva.

E o que a rocha, a esponja e o lápis tem a ver com resiliência, afinal? Bom, vamos pensar…

Uma rocha enfrenta situações adversas constantemente, mas não se abala, isso porque durante sua formação ela se tornou forte para resistir as intemperes que o ambiente impõe a ela. Quando você enfrenta alguma situação adversa no ambiente corporativo, que te dá aquela pancada emocional, conhecer suas qualidades e pontos fortes, bem como suas limitações, te deixa mais firme para receber o impacto. Daí a necessidade de se preparar para a sua carreira, atualizando-se constantemente para se fortalecer. A principal característica de uma esponja é absorção, certo? Então, pense… se você enfrentou alguma adversidade e conseguiu passar por ela, essa experiência te deixou algum aprendizado. Absorver essas experiências e aprender com elas é algo que te deixa mais forte e mais resiliente para futuras situações. Aprenda! Se sofreu com prazos, por exemplo, procure ler o que aconteceu e aplicar o que aprendeu para otimizar o processo para lidar melhor com deadlines. Com um lápis podemos escrever ou reescrever uma história, certo? Aqui o sentido é o mesmo. Se você conseguiu superar uma situação difícil e aprendeu com ela, precisa por isso em prática. Reescreva o processo que deu errado. Use o que aprendeu com o conhecimento que você já domina e se prepare para enfrentar o evento caso ele aconteça novamente, ou melhor ainda, para evitar que aconteça novamente. Resumindo, seja firme como rocha, absorva as experiências e reescreva seu processo para que esteja melhor preparado para este cenário, caso ele se apresente novamente. Aliado a isso, ter uma inteligência emocional e um pensamento positivo bem trabalhados é importante para que o lado emocional do profissional esteja equilibrado para que possa fluir o lado técnico. E aí, como anda a sua resiliência?   */Publicado originalmente no site Ideia de Marketing

Rapport, empatia e gestão de equipes

O Rapport pode ser traduzido como a construção de relacionamentos baseados na empatia, podendo ser definido por três elementos comportamentais: atenção, positividade e coordenação mútuas. O Rapport considera opiniões e respeita pontos de vista e valores, criando sinergia e receptividade entre os envolvidos. O Rapport é uma ferramenta estratégica e funciona muito bem como facilitadora em processo de negociação, através do respeito e da confiança mútua ao se demonstrar respeito pela opinião do outro. Há de se tomar cuidado para não usar o Rapport para manipular, o que pode causar uma reação negativa ao receptor ao perceber que essa é a intenção. O objetivo aqui é aprender a ouvir e harmonizar valores.

As técnicas de Rapport

Espelhamento: essa é uma técnica que usa a linguagem corporal do interlocutor, como a postura, os gestos, expressões faciais e respiração, por exemplo. No entanto, é preciso ter cuidado ao imitar esses elementos corporais do outro, fazendo o espelhamento gradual para que o interlocutor não se sinta alvo de deboche. Reciprocidade: nesta técnica é usada a prática de presentear ou fazer favores ao interlocutor sem pedir algo em troca. Interesses em comum: nesta técnica é estabelecido um sentido de camaradagem, confiança e colaboração em torno de um objetivo em comum.

O Rapport na gestão de pessoas

O Rapport pode ser uma ferramenta de PNL muito útil para o gestor se conectar à sua equipe. Como estamos falando da criação de relacionamentos estabelecidos com base na confiança e no respeito, o gestor estabelece um vínculo através da compreensão das necessidades de sua equipe. Assim, o líder pode identificar o modo de agir de sua equipe, observar e oferecer o suporte necessário para alcançar resultados e desenvolvimento profissional. É preciso entender as necessidades do outro para guiá-lo pela jornada até o engajamento. Observar o que motiva a sua equipe é fundamental, afinal as pessoas possuem necessidades e anseios diferentes, mesmo atuando na mesma função. A motivação pode acontecer por gratificação, por identificação, pelo reconhecimento ou por objetivo comum. Ter conhecimento deste tipo de motivação pode fazer muita diferença na ativação de campanhas que estimulem o posicionamento estratégico e ao protagonismo.
  • O protagonismo aumenta o comprometimento,
  • Buscar melhorias em processos, produtos e serviços,
  • Tornar-se promotores espontâneos da marca,
  • Proporcionar uma experiência melhor para o cliente através de prazos, qualidade e atendimento.
Para mudar é preciso atualizar o mindset, mas para estimular essa mudança em alguém é preciso criar relacionamentos verdadeiros. E você? Como anda o seu Rapport com a equipe?