Engajamento – a arte de entender as necessidades da sua equipe

Algo que sempre percebi ao longo da minha carreira, foi a busca de gestores pela motivação em suas equipes, superando as adversidades impostas algumas vezes pelos próprios colaboradores, e em outras pela dificuldade de encontrar a maneira correta de entender o próprio grupo que esses gestores lideram.

No entanto, vejo como o principal problema enxergar a diferença entre uma pessoa motivada e uma engajada. Os dois termos são constantemente confundidos e usados como sinônimo um do outro, mas não são na verdade. A motivação normalmente está ligada, na prática, à segurança, enquanto que o engajamento é mais ideológico, digamos assim. O cara motivado irá cumprir as tarefas dadas a ele, enquanto que o engajado não só cumprirá suas atividades como buscará novos desafios na organização.

As pessoas acordam cedo para ir trabalhar porque tem suas contas para pagar, um prazo para cumprir na entrega de um projeto, acatar uma ordem de um superior hierárquico, enfim fazem isso porque tem um compromisso firmado, tanto no trabalho como em casa.

A pessoa engajada é diferente, se acorda cedo para fazer uma peregrinação religiosa, levanta a bandeira de uma causa social, ou abraça a filosofia da empresa, é porque acredita no valor do que está fazendo. Ela está contagiado por um sentimento de realização pessoal.

Enquanto o primeiro caso se encontra na base da pirâmide de Maslow, a segunda pula para o topo. A pirâmide de Maslow foi criada pelo psicólogo Abraham Maslow para escalonar as necessidades humanas.

Dividida em 5 níveis, essa ferramenta mostra como as pessoas podem ser motivadas e, saber identificar onde cada colaborador está inserido é fundamental para buscar o engajamento. Um funcionário está, digamos assim, configurado nos dois níveis base da pirâmide, fisiológico e segurança. O primeiro nível, o fisiológico, contém as nossas necessidades básicas, como alimentação e moradia, por exemplo. Já o segundo, que é a segurança, é o que nos permite atender essas necessidades básicas através de um trabalho estabilizado e remunerado.

Quando se avança para os níveis superiores, que são o afetivo-social, o de auto-estima, e o de auto-realização, passamos a nós engajar de verdade. No terceiro nível buscamos um clima organizacional bacana, uma interação com colegas e clientes, ter isso atendido nos faz querer trabalhar o nível da auto-estima, buscando reconhecimento pelo que fazemos. Ser reconhecido faz com uma pessoa que irá novos desafios, mais complexos, com mais autonomia e participação em decisões, chegando ao nível da auto-realização. Nesse momento, o funcionário está totalmente engajado. Ele não faz a atividade dele por obrigação, mas porque reconhece a importância do seu papel na organização.

Fazer essa análise e ter a consciência de como sua equipe está distribuído ao longo dos 5 níveis da pirâmide não é algo fácil, e muitos gestores preferem generalizar e nivelar essas necessidades, muitas vezes indevidamente. Por outro lado, como mencionou no início, há resistência por parte dos funcionários também. As pessoas tendem a repelir o que as tiram da sua zona de conforto, é o que eu chamo de anticorpos corporativos.

Resumindo, para conseguir o engajamento é preciso entender as necessidades de cada funcionário e buscar meios de conduzi-lo a um próximo nível da pirâmide para assim alcançar o engajamento desejado.

E você, sabe o seu nível de necessidade ou da sua equipe?

* Publicado originalmente no Ideia de Marketing.

* Publicado originalmente no Ideia de Marketing.

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