Comunidades de prática: O uso do capital intelectual

Você sabe o que é uma comunidade de prática? Não? Então vamos tentar por um pouco de luz sobre o assunto!

Uma comunidade de prática nada mais é do que um grupo de pessoas que se reúne para discutir sobre um mesmo interesse, geralmente ligado às suas atividades de trabalho, seja para achar a solução de um problema ou para desenvolver e capacitar pessoas e processos. Uma comunidade de prática se estrutura dentro dos conceitos sociais praticados pelo ser humano, tendo como palavra chave a interação, que pode acontecer sob os aspectos presencial, eletrônico ou um híbrido desses dois.

As comunidades de prática podem ser consideradas uma das várias faces da gestão do conhecimento. Com elas, é possível uma empresa reter ou trocar o conhecimento entre seus colaboradores, padronizar processos, estabelecer e disseminar melhores práticas, dentre tantas outras possibilidades. As aplicações são inúmeras, você imagina e elas realizam!

O mais bacana em se trabalhar esse tipo de ferramenta é que a empresa pode usar o seu capital intelectual tanto para soluções de problema como para inovação. Em outras palavras, é possível multiplicar expertises específicas entre os profissionais, desenvolvendo um potencial e perpetuando na empresa o conhecimento de atividades e processos, além de criar um vínculo entre as pessoas em torno do trabalho. E o que é necessário para essa realização? Ter um desafio compartilhado, um processo ou uma prática, somando com pessoas envolvidas com a proposta de trabalho e com o conhecimento para desenvolvê-lo.

Mas o que faz uma comunidade de prática ser considerada como tal? A existência de três elementos: domínio, comunidade e prática. O domínio é a identidade da comunidade, aquilo que só os seus membros sabem fazer na organização. Já a comunidade, conceitualmente falando, é o elo de ligação entre seus membros, os interesses em comum relacionados ao domínio da comunidade, a base para os temas que serão discutidos. É esse senso de comunidade que fará as pessoas se ajudarem mutuamente, compartilhando conhecimentos adquiridos com a prática ou academicamente. Uma ligação que dispensa a necessidade das pessoas se conhecerem diretamente ou trabalharem juntas todos os dias, basta terem o mesmo interesse e quererem aprender e compartilhar.

O último item é a prática, talvez o mais importante, afinal a ideia não é ter apenas pessoas interessadas ou curiosas sobre um assunto e sim de pessoas que tenham conhecimento para compartilhar. Os membros de uma comunidade de prática devem ser pessoas ligadas ao domínio da comunidade. Isso é essencial para que histórias e experiências sejam trocadas, boas práticas para formas de resolução de problemas compartilhadas, e um novo horizonte seja expandido, criando novas possibilidades. É a soma destes três elementos que a mantém ativa e sustentável, isso tornará a organização cada vez mais competitiva.

Se interessou pelo tema? Quer saber como montar uma comunidade de prática na sua empresa? Falaremos disso no próximo artigo! Até lá!

 

* Publicado originalmente no Ideia de Marketing.

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